Minha dissertação chegou ao fim, mas o mestrado que me trouxe ao fechamento do texto não terminará nunca. Desde 2006, tenho me engalfinhado em textos, canetas, fotocópias, bibliotecas, googles e uma série de parafernálias que me trazem a informação e, não raro, me levam à desinformação. Agora, em 2008, todo esse movimento belicoso cessou e a caneta, outrora , corre livre pelo papel em busca das linhas tortas não divinas.
Acredito em muitas coisas (matita pereira, enterro de anão, arco da velha, etc.), mas não consigo acreditar que quem conclui um mestrado seja Mestre. Bem, o título é esse, dá um brilho, encorpa o currículo, valoriza um pouco essa criatura que um dia já foi mestranda, abre algumas portas, fecha outras, causa um certo efeito de pombo arrulhador, o que para alguns é o máximo. Conheço alguns que, com o título, tomaram um garbo ao arrotar, uma finesse ao soltar um pum e mesmo um certo orgulho ao defecar. Afinal, o PIB de mestres...
Alguns dizem que o doutorado me espera, ao que eu não nego e mesmo visualizo uma luminosidade longínqua, em um fim de túnel longínquo, desses que não sabemos se é uma luz, um trem desgovernado em nosso sentido ou apenas um vaga-lume malachias a debochar de nós. Não dá para descobrir se não formos até lá, in loco, verificar com introdução, justificativa, cronograma, metodologia e referências bibliográficas que brilho fátuo é aquele. Os túneis têm isso, as luzes têm isso e os curiosos têm o túnel.
Olhando o retrovisor, dois anos passaram rápidos e frenéticos como um coelho de Copas e me ensinaram, como nunca antes, a força dos eufemismos. Assim, desse processo dissertativo resultaram-se expressões faciais de experiência, um sensual clareamento capilar de madura idade, um aumento de massa corporal, assim como um relacionamento social mais fraterno com uma gama diversificada de profissionais de saúde.
Ao fim e ao cabo, batizei meu rebento de “Poéticas do artifício: Kierkegaard e Borges em Baudolino, de Umberto Eco”, contando com a orientação precisa e companheira da Profa. Maria Esther. Essa batalha lingüística agora está finda: ficaram a dissertação, o conhecimento, as amizades costuradas e os eufemismos. As pedras que surgiram ficaram pelo caminho, não me detiveram, ainda que tivessem ou houvesse várias delas. Assim como o poeta itabirano, “nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas.”
Acredito em muitas coisas (matita pereira, enterro de anão, arco da velha, etc.), mas não consigo acreditar que quem conclui um mestrado seja Mestre. Bem, o título é esse, dá um brilho, encorpa o currículo, valoriza um pouco essa criatura que um dia já foi mestranda, abre algumas portas, fecha outras, causa um certo efeito de pombo arrulhador, o que para alguns é o máximo. Conheço alguns que, com o título, tomaram um garbo ao arrotar, uma finesse ao soltar um pum e mesmo um certo orgulho ao defecar. Afinal, o PIB de mestres...
Alguns dizem que o doutorado me espera, ao que eu não nego e mesmo visualizo uma luminosidade longínqua, em um fim de túnel longínquo, desses que não sabemos se é uma luz, um trem desgovernado em nosso sentido ou apenas um vaga-lume malachias a debochar de nós. Não dá para descobrir se não formos até lá, in loco, verificar com introdução, justificativa, cronograma, metodologia e referências bibliográficas que brilho fátuo é aquele. Os túneis têm isso, as luzes têm isso e os curiosos têm o túnel.
Olhando o retrovisor, dois anos passaram rápidos e frenéticos como um coelho de Copas e me ensinaram, como nunca antes, a força dos eufemismos. Assim, desse processo dissertativo resultaram-se expressões faciais de experiência, um sensual clareamento capilar de madura idade, um aumento de massa corporal, assim como um relacionamento social mais fraterno com uma gama diversificada de profissionais de saúde.
Ao fim e ao cabo, batizei meu rebento de “Poéticas do artifício: Kierkegaard e Borges em Baudolino, de Umberto Eco”, contando com a orientação precisa e companheira da Profa. Maria Esther. Essa batalha lingüística agora está finda: ficaram a dissertação, o conhecimento, as amizades costuradas e os eufemismos. As pedras que surgiram ficaram pelo caminho, não me detiveram, ainda que tivessem ou houvesse várias delas. Assim como o poeta itabirano, “nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas.”