Daqui a pouco, será celebrada a Missa do Galo.
Em breve, o ano terminará e as luzes do réveillon trarão 2009.
O tempo será de menos trânsito, mais shopping, menos compras, mais dívidas. Serão férias do futebol e, conseqüentemente, férias da TV, que ficará desligada até que o primeiro pontapé abra o Estadual de 2009. A partir de então, nascerá a “temporada 2009”.
Neste fim de 2008, três magos partiram de pontos distintos, encontraram-se e, juntos, seguirão atrás de uma estrela dourada que orienta o caminho de uma nação. A estrela percorrerá um caminho longo, árduo e cansativo para aqueles que a seguirem, brilhante e espetacular para aqueles que a alcançarem. Ao fim da jornada, se essa estrela puder ser tocada, será ela estampada no peito e se ouvirá, por todo o país, um hino inequívoco de “campeão”.
A véspera de Natal trouxe o terceiro vértice dessa trindade que precisará, sem trocadilhos, fazer mágica para que essa estrela tão desejada vá se alojar no peito da camisa que eternamente luta, no varal, contra o vento e a tempestade. Bebeto de Freitas está de volta, unindo-se a Alexandre Kalil e Emerson Leão para recolocar o Atlético no caminho dessa estrela, espectador de luxo nos últimos anos.
O Centenário Atleticano, ainda que encerrado oficialmente apenas em março de 2009, será marcado pelos fatos de 2008 e deverá ser sempre lembrado, assim como o título da Série B do Brasileirão. Não são motivos de orgulho, tampouco de vergonha, mas acontecimentos como esses revelam muito daquilo que somos e daquilo que não desejamos ser. São duas estrelas vazadas que estarão estampadas na memória e no peito da Arquibancada Atleticana.
O principal equívoco de 2008 foi o então presidente, Ziza Valadares, se dirigir aos torcedores como se fossem eleitores. O pior que um dirigente de futebol pode fazer é não conhecer o torcedor, não saber o que reza o fiel de sua igreja. Promessas, discursos bem elaborados e marketing são importantes para uma campanha política, mas são ineficazes se dirigidos a um clube de futebol na condição de palavras enfileiradas.
O eleitor, em geral, tem uma memória curta. O torcedor, ao contrário, não se esquece jamais de um título vencido ou perdido, de um árbitro felino, de uma promessa, de uma discórdia ou de um ídolo. Prometeram festas e mais festas, houve decepções e muita lambança. Agora, tudo isso é lembrança.
Essa tão desejada estrela brilhará nos próximos 12 meses e em nossos 12 jogadores. Que os três magos, no ano que abre o segundo centenário, revelem a boa-nova que essa nação tanto espera.