há vinte anos abandonava o seminário
a igreja em ruínas
a fé em doses homeopáticas
o mundo sem aspas
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Sem-fim
Um dia
eu hei de morar nas terras do Sem-fim
Vou andando caminhando caminhando
Me misturo no ventre do mato comendo raízes
Depois
faço puçanga de flor de tajá de lagoa
e mando chamar a Cobra Norato
eu hei de morar nas terras do Sem-fim
Vou andando caminhando caminhando
Me misturo no ventre do mato comendo raízes
Depois
faço puçanga de flor de tajá de lagoa
e mando chamar a Cobra Norato
Raul Bopp
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
O dia
O dia de hoje pode ser banal e mortificante, mas é sempre um ponto em que nos situamos para olhar para a frente ou para trás.
Italo Calvino
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Retrato de Erasmo de Rotterdam
Santidade de escrever,
insanidade de escrever
equivalem-se. O sábio
equilibra-se no caos.
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Tirania
Eis por que a tirania gosta dos homens maus: porque os tiranos gostam de ser bajulados, e não existe nenhum coração livre que se preste a isso; os homens bons gostam de seus governantes, mas não os adulam. Os homens maus são úteis para as más ações: "um prego empurra o outro", conforme diz o provérbio.
Aristóteles
domingo, 18 de setembro de 2011
Explicar
[...] faltam-nos ainda muitas palavras para que comecemos a tentar dizer quem somos e nem sempre daremos com as que melhor o expliquem, [...]
José Saramago
sábado, 17 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Os viajantes
Alguns homens iam por uma estrada para fechar um negócio. Eis que, no caminho, encontram um corvo caolho. Como não queriam passar pelo pássaro, um deles, pensando que estavam diante de um mau presságio, achou melhor não ir em frente. Um outro replicou:
- Como esse pássaro pode prever nosso futuro se não soube evitar a perda de seu próprio olho?
Não dá para ouvir os conselhos de quem não sabe cuidar de si mesmo.
Esopo
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Delírio (XI)
Meu olhar, enfarado e distraído, viu enfim chegar o século presente, e atrás dele os futuros. Aquele vinha ágil, destro, vibrante, cheio de si, um pouco difuso, audaz, sabedor, mas ao cabo tão miserável como os primeiros, e assim passou e assim passaram os outros, com a mesma rapidez e igual monotonia. Redobrei de atenção; fitei a vista; ia enfim ver o último, o último!; mas então já a rapidez da marcha era tal, que escapava a toda a compreensão; ao pé dela o relâmpago seria um século. Talvez por isso entraram os objetos a trocarem-se; uns cresceram, outros minguaram, outros perderam-se no ambiente; um nevoeiro cobriu tudo...
Nesse momento, ainda havia palavra: as vozes de meus companheiros que conversavam entre si. Uma felicidade ansiosa tomou conta de mim e fez com que eu me apalpasse buscando papel e caneta.
– Aquieta, primo. As palavras não já fazem mais carreiras. Estão só. Pingado de ideia.
– É o devir – disse o Fidalgo.
– É hora de trocar de montaria – e Jorge me tocou o braço.
– E o capítulo VIII? – disse eu.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Delírio (X)
Ao contemplar tanta calamidade, não pude reter um grito de angústia, que os Cavaleiros escutaram sem protestar nem rir; e não sei por que lei de transtorno cerebral, fui eu que me pus a rir, – de um riso descompassado e idiota.
–Tem razão, disse eu, a coisa é divertida e vale a pena, – talvez monótona – mas vale a pena. Quando Jó amaldiçoava o dia em que fora concebido, é porque lhe davam ganas de ver cá de cima o espetáculo. Vamos lá, não tardemos; a coisa é divertida, mas não tardemos.
A resposta foi compelir-me fortemente a olhar para baixo, e a ver os séculos que continuavam a passar, velozes e turbulentos, as gerações que se superpunham às gerações, umas tristes, como os Hebreus do cativeiro, outras alegres, como os devassos de Cômodo, e todas elas pontuais na sepultura. Quis fugir, mas uma força misteriosa me retinha os pés; então disse comigo: - "Bem, os séculos vão passando, chegará o meu, e passará também, até o último, que me dará a decifração da eternidade." E fixei os olhos, e continuei a ver as idades, que vinham chegando e passando, já então tranquilo e resoluto, não sei até se alegre. Talvez alegre. Cada século trazia a sua porção de sombra e de luz, de apatia e de combate, de verdade e de erro, e o seu cortejo de sistemas, de ideias novas, de novas ilusões; em cada um deles rebentavam as verduras de uma primavera, e amareleciam depois, para remoçar mais tarde. Ao passo que a vida tinha assim uma regularidade de calendário, faziam-se a história e a civilização, e o homem, nu e desarmado, armava-se e vestia-se, construía o tugúrio e o palácio, a rude aldeia e Tebas de cem portas, criava a ciência, que perscruta, e a arte que enleva, fazia-se orador, mecânico, filósofo, corria a face do globo, descia ao ventre da terra, subia à esfera das nuvens, colaborando assim na obra misteriosa, com que entretinha a necessidade da vida e a melancolia do desamparo.
domingo, 11 de setembro de 2011
Delírio (IX)
Eram as formas várias de um mal, que ora mordia a víscera, ora mordia o pensamento, e passeava eternamente as suas vestes de arlequim, em derredor da espécie humana. A dor cedia alguma vez, mas cedia à indiferença, que era um sono sem sonhos, ou ao prazer, que era uma dor bastarda. Então o homem, flagelado e rebelde, corria diante da fatalidade das coisas, atrás de uma figura nebulosa e esquiva, feita de retalhos, um retalho de impalpável, outro de improvável, outro de invisível, cosidos todos a ponto precário, com a agulha da imaginação; e essa figura, – nada menos que a quimera da felicidade, – ou lhe fugia perpetuamente, ou deixava-se apanhar pela fralda, e o homem a cingia ao peito, e então ela ria, como um escárnio, e sumia-se, como uma ilusão.
Vi minha família, vi minha origem, o ato ancestral símio que se transmutou em homem. Revi meus erros: todos os que eu conhecia e os inúmeros que nem imaginava; os acertos também se apresentaram, mas breves, discretos, diáfanos até.
sábado, 10 de setembro de 2011
Delírio (VIII)
Isso dizendo, Jorge arrebatou-me ao alto de uma montanha. Inclinei os olhos a uma das vertentes, e contemplei, durante um tempo largo, ao longe, através de um nevoeiro, uma coisa única.
Imagina tu, leitor, uma redução dos séculos, e um desfilar de todos eles, as raças todas, todas as paixões, o tumulto dos impérios, a guerra dos apetites e dos ódios, a destruição recíproca dos seres e das coisas. Tal era o espetáculo, acerbo e curioso espetáculo. A história do homem e da terra tinha assim uma intensidade que lhe não podiam dar nem a imaginação nem a ciência, porque a ciência é mais lenta e a imaginação mais vaga, enquanto o que eu ali via era a condensação viva de todos os tempos.
Para descrevê-la seria preciso fixar o relâmpago. Os séculos desfilavam num turbilhão, e, não obstante, porque os olhos do delírio são outros, eu via tudo o que passava diante de mim, – flagelos e delícias, – desde essa coisa que se chama glória até essa outra que se chama miséria, e via o amor multiplicando a miséria, e via a miséria agravando a debilidade. Aí vinham a cobiça que devora, a cólera que inflama, a inveja que baba, e a enxada e a pena, úmidas de suor, e a ambição, a fome, a vaidade, a melancolia, a riqueza, o amor, e todos agitavam o homem, como um chocalho, até destruí-lo, como um farrapo.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Delírio (VII)
–Entendeste-me? – disse ele.
–Por que estamos aqui?
–Somos tua essência e, agora que sentes o cheiro do sepulcro, partiremos contigo. É o fim.
Quando esta palavra ecoou, como um trovão, naquele imenso vale, afigurou-se-me que era o último som que chegava a meus ouvidos; pareceu-me sentir a decomposição súbita de mim mesmo. Então, encarei-os com olhos súplices, e pedi mais alguns anos.
–Pobre minuto! – exclamou Jorge. – Para que queres tu mais alguns instantes de vida? Para devorar e seres devorado depois? Não estás farto do espetáculo e da luta? Conheces de sobejo tudo o que eu te deparei menos torpe ou menos aflitivo: o alvor do dia, a melancolia da tarde, a quietação da noite, os aspectos da terra, o sono, enfim, o maior benefício das minhas mãos. Que mais queres tu, sublime idiota?
–Viver somente, não peço mais nada. Quem me pôs no coração este amor da vida, senão vocês? e, se eu amo a vida, por que precisam golpeá-la, matando-nos?
– Não importa ao tempo o minuto que passa, mas o minuto que vem. O minuto que vem é forte, jucundo, supõe trazer em si a eternidade, e traz a morte, e perece como o outro, mas o tempo subsiste.
A onça mata o novilho porque o raciocínio da onça é que ela deve viver, e se o novilho é tenro tanto melhor: eis o estatuto universal. Sobe e olha.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Delírio (VI)
Ao ouvir esta última palavra, recuei um pouco, tomado de susto. Soltaram uma gargalhada, que produziu em torno de nós o efeito de um tufão; as plantas torceram-se e um longo gemido quebrou a mudez das coisas externas.
– Não te assustes, disse Jorge, o dragão está morto. Vives: não quero outro flagelo.
– Vivo? – perguntei eu, enterrando as unhas nas mãos, como para certificar-me da existência.
– Sim, meu jovem, tu vives. Não receies perder esse andrajo que é teu orgulho; provarás ainda, por algumas horas, o pão da dor e o vinho da miséria. Vives: agora mesmo que ensandeceste, vives; e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade, tu dirás que queres viver.
Em seguida, o Fidalgo estendeu o braço, segurou-me pelos cabelos e levantou-me ao ar, como se fora uma simples pluma. Só então, pude ver-lhe de perto o rosto, que me era tão familiar em caneta nanquim.
Mostrou-me um espelho que segurava na outra mão. Nada mais quieto; nenhuma contorção violenta, nenhuma expressão de ódio ou ferocidade; a feição única, geral, completa, era a da impassibilidade egoísta, a da eterna surdez, a da vontade imóvel. Raivas, se as tinha, ficavam encerradas no coração. Ao mesmo tempo, em meu rosto de expressão glacial, havia um ar de juventude, mescla de força e viço.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Delírio (V)
Seguindo a jornada, juntou-se a nós um terceiro cavaleiro. Montava um corcel branco como uma noite de paz, alto e imponente como até então eu jamais vira. A armadura reluzente, a capa vermelha dansando com o vento, a lança sestra em posição de batalha e uma tranquilidade insistente nos olhos e na face.
–Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! – exclamou o primeiro cavaleiro.
–Para sempre seja louvado! – respondeu o guerreiro.
O segundo cavaleiro retirou o capacete e saudou o companheiro recém-chegado com deferência.
Agora, seguíamos os quatro emparelhados. O sol descia em direção ao não-horizonte.
Estupefato, não disse nada, mas, ao cabo de algum tempo, que foi breve, perguntei quem era e como se chamava: curiosidade de delírio.
–Ê, primo, tá aluado? – disse Riobaldo.
–Se não reconheces o chefe da Cavalaria, bem se vê que deliras – respondeu o Cavaleiro de La Mancha.
–Sou Jorge e você veste minhas roupas e minhas armas – disse o terceiro cavaleiro.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Delírio(IV)
Pouco à frente naquela imensidão do nada, surgiu novo vulto montado. Esse cavaleiro não corria, ao contrário, trotava galante e altivo. Olhar fixo no não-horizonte, em uma das mãos uma lança medieva e, na outro, um escudo esférico. O bigode e a lucidez da face iluminavam aquele fidalgo.
– Enfim, chegastes. Não era sem tempo.
Olhou curioso para minha montaria e não conteve o muxoxo ao imaginar aquele protótipo de cavaleiro em batalha. O cavalo relinchou, tal como uma risada dos tempos.
– Rocinante, não ria de estranhos na frente deles!
O cavalo, então, virou risonhamente o rosto.
–Seu cavalo fala? – indaguei.
– Apenas em bom castelhano – e o cavalo relinchou novamente.
Um sorriso escorreu pelos lábios do Fidalgo.
– Se acá estivesse Dulcinéia, certamente não esconderia seus alvos dentes diante dessa quixotesca montaria.
Ajeitou a armadura, sussurrou algo ao cavalo e nos disse:
– Partamos, pois a vida é uma donzela em perigo que nos pede socorro, e a morte é um socorro que nos pede em perigo uma donzela.
O primeiro cavaleiro soltou um grito e o tropel partiu na embolada. Ainda que estivéssemos em diferentes velocidades, seguíamos lado a lado, parelhos. As cantigas de Siruiz voavam pela boca do primeiro cavaleiro, enquanto histórias cavaleirescas grafavam os bigodes do segundo. Da minha parte, silêncio e solidão.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Delírio (III)
Caiu do ar? destacou-se da terra? não sei; o avestruz mantinha-se imóvel. Ao longe, trazido pelo vento, um uivo equino trouxe consigo um vulto montado. Corria compulsivamente e dançava o chicote de um lado para o outro em sua negra montaria, incentivando o animal pela mão e pelo cão. Não tardou a se juntar a nós.
– Barzabú – gritou o cavaleiro fazendo o cavalo arrefecer.
Fez um gesto de saudação cordial com a mão e acariciou o pescoço do cavalo.
– É, primo, sua andância fozeou. É hora de conhecer o de-verdade.
O avestruz me olhou fazendo um gesto afirmativo com a cabeça.
– Vamo, primo, que as balas não pipocam de menos porque o fim da música parou a dansa.
Tocou o galope.
Meu avestruz tocou atrás.
– Olerê, baiana... – cantava ele.
domingo, 4 de setembro de 2011
Delírio (II)
Insinuei que deveria ser muitíssimo longe; mas o avestruz não me entendeu ou não me ouviu, se é que não fingiu uma dessas coisas. Pela minha parte, fechei os olhos e deixei-me ir à ventura. Já agora não se me dá de confessar que sentia umas tais ou quais cócegas de curiosidade, por saber onde ficava a origem dos séculos, se era tão misteriosa como a origem do Nilo, e sobretudo se valia alguma coisa mais ou menos do que a consumação dos mesmos séculos, tudo isso reflexões de um cérebro enfermo. Como ia de olhos fechados, não via o caminho; lembro-me só de que a sensação de frio aumentava com a jornada, e que chegou uma ocasião em que me pareceu entrar na região dos gelos eternos. Com efeito, abri os olhos e vi que o meu animal galopava numa planície árida, com um sol branco ao meio do céu, com uma ou outra árvore retorcida.
Tudo imóvel; só nós galopávamos. Tentei falar, mas apenas pude grunhir esta pergunta ansiosa:
– Onde estamos?
– Já passamos o Éden.
– Bem; paremos na arca de Noé.
– Mas se nós caminhamos para trás! – redarguiu motejando a minha cavalgadura.
Fiquei vexado e aturdido. A jornada entrou a parecer-me enfadonha e extravagante, o frio incômodo, a condução violenta, e o resultado impalpável. E depois – cogitações de enfermo – dado que chegássemos ao fim indicado, não era impossível que os séculos, irritados com lhes devassarem a origem, me esmagassem entre as unhas que deviam ser tão seculares como eles. Enquanto assim pensava, íamos devorando caminho, e a aquela gélida aridez voava debaixo dos nossos pés, até que o animal estacou, e pude olhar mais tranquilamente em torno de mim.
Olhar somente; nada vi, além do imenso sem-fim, que desta vez invadira o próprio céu, até ali albamente amarelado. Talvez, a espaços, me aparecia uma ou outra árvore, sem tamanho, brutesca, meneando ao vento suas galhas aquilinas.
O silêncio daquela região era igual ao do sepulcro: dissera-se que a vida das coisas ficara estúpida diante do homem.
sábado, 3 de setembro de 2011
Capítulo VII - Delírio (I)
Para Brás Cubas
Que me conste, muitos já relataram os próprios delírios, cientes do que faziam ou não; sem originalidade alguma, faço-o eu também e tenho lá minhas dúvidas se alguém mo agradecerá. Se o leitor não é dado à contemplação de fenômenos mentais, pode saltar o capítulo. Mas, por menos curioso que seja, sempre lhe digo que é interessante saber o que se passou na minha cabeça durante uns vinte a trinta minutos. Primeiramente, tomei a figura de um bule andino e sentia um chá fervente correr por meu interior, alfinetando, a cada gota escaldante, meu corpo de barro.
Logo depois, senti-me transformado numa cimitarra, que, nas hábeis mãos de um sarraceno, partia mãos e crânios de cristãos que brigavam por uma cruz que carregavam ao peito, sem a menor ciência de que, em poucos minutos, descobririam a nulidade de jazer sob ela. Esse corpo de morte me deu a mais completa leveza e a sensação de que a tinta que sujou minhas mãos tantas vezes em vida não era comparável àquele fluido ígneo e escarlate para a composição de uma narrativa.
Ultimamente, restituído à forma humana, vi chegar um avestruz, que me arrebatou. Deixei-me ir, calado, não sei se por medo ou confiança; mas, dentro em pouco, a carreira de tal modo se tornou vertiginosa, que me atrevia interrogá-lo e, com alguma arte, lhe disse que a viagem me parecia sem destino.
– Engana-se – replicou o animal – nós vamos à origem dos séculos. Aos seus.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Escutar e compreender
Nem todos os livros são tão tediosos quanto seus leitores. Provavelmente há palavras que se aplicam exatamente a nossa condição, e que, se as pudéssemos realmente escutar e compreender, seriam mais salutares a nossas vidas do que as manhãs ou a primavera, e possivelmente dariam um novo aspecto à face das coisas.
Henry Thoreau
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Prudência
A verdadeira prudência consiste, já que somos humanos, em não querer ser mais sábios do que nossa natureza o permite.
Erasmo de Rotterdam
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