domingo, 30 de novembro de 2014

Conta própria

Melhor nada saber do que saber muita coisa pelo meio! Melhor ser um tolo por conta própria do que um sábio na conta dos outros!
Friedrich Nietzsche

sábado, 29 de novembro de 2014

Palavra antiga

Durante as homenagens a Roberto Bolaños, criador do Chaves, um repórter sintetizou a obra como as histórias "de um garoto que morava em um baú, em um condomínio". Segundos depois, foi corrigido pela âncora do jornal: o garoto morava em um barril, não em um baú. Mas o "condomínio" ficou.
Foi uma limitação vocabular ou uma questão sociológica? A antiga palavra "vila", que explica tão bem a comunidade do Chaves, não passa pelas cancelas dos condomínios atuais.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Celebrações

Família caminha à beira de uma estrada de terra em meio à poeira deixando a vila de Baryarpur, no Nepal, após participarem das celebrações do festival hindu Gadhimai, na noite de quinta-feira (27).
Roberto Schmidt/AFP
Fonte: http://glo.bo/1vUK3hc
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talvez a morte seja apenas uma estrada empoeirada em que nossos parentes nos esperem.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Com asas

Já observaram os urubus - como eles voam em meio à ventania? Eles nem batem asas. Apenas deixam-se levar, flutuam. Esse jeito de ser chama-se sabedoria.
Rubem Alves

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Mãos dadas

Um casal caminha no Parque Ciudadela em Pamplona, no norte da Espanha.
Alvaro Barrientos/AP
Fonte: http://glo.bo/1vMOPxt
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quando as mãos estão dadas, sempre há cor.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Geração X, Y ou Z

se o DNA, com milhares de combinações
létricas, não gramáticas,
não consegue explicar o ser humano,
como acreditar que variáveis matemáticas
definam gerações inteiras?

domingo, 23 de novembro de 2014

Humor, amor e ardor

do triângulo que me contém,
coxo, dois vértices anárquicos,
germina a terceira margem

não será a trindade, Irmã,
menos ainda a unidade,
mas basta.

sábado, 22 de novembro de 2014

Perdido, almocreve

- Bom dia, Dona Amélia!
- Bom dia, seu Petão.
- Como vai a sra.?
- Com a graça de Deus, bem, obrigada. E o sr.?
- Levando, sempre levando.
- A tropa cresceu, hein?
- É, a cada dia se junta uma mula.
Recolocou o chapéu na cabeça e passou a mão pelo rosto recolhendo o suor.
- E sua neta?
- Qual delas?
- Para mim, só tem uma.
- Vai bem, obrigada. A cada dia mais linda.
- É vero.
Sorriram mutuamente.
- Seu Petão, há anos espero o sr. nesta janela.
- Eu sei, Dona Amélia, faz muito tempo. Quero pedir desculpas. É triste, mas acontece que eu perdi o texto original. - retirou o chapéu novamente.
- Não é possível!?
- Sim, Dona Amélia. Completamente perdido. Apenas o início estava manuscrito e foi mantido. O restante ficou com o pó da estrada.
- Do que tratava o texto?
- Contava a história daquela mula enfeitada que a sra. vê logo ali.
- Aquela cheia de miçangas?
- Essa mesmo.
- Como é o nome dela?
- Tem nome, mas, depois de ter perdido o texto, resolvi chamá-la de "A-que-não-digo".
- Virgem Mãe!
- Eu já tinha percebido que ela não era uma boa companhia, mas, como fazia parte da tropa, resolvi guiar essa besta até o destino dela. Tô indo entregá-la agora.
- Que bom!
- A sra. me dê licença que eu vou puxando a tropa.
- Seu Petão, antes de o sr. ir embora, que mula branca é aquela que vem vindo?
- Aquela toda branca?
- Sim.
- De crina quase loira?
- Isso.
- Com uma mancha na barriga que parece um reino?
- Essa.
- É outra besta, Dona Amélia, mas essa é outra história. Pode me aguardar.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Relojoeiro

ser um relojoeiro
não para encaixar letras e palavras
suiçamente
mas para ouvir o tempo
passageiro efêmero
da hora pedida
perdida não mais

terça-feira, 18 de novembro de 2014

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Mar de vento

"Os livros não são feitos para acreditarmos neles, mas para serem submetidos a investigações. Diante de um livro não devemos nos pergun...