domingo, 28 de junho de 2009

Lambança

Ontem, perdemos a primeira partida no Brasileirão. Perder não é um verbo que se conjuga na Arquibancada Atleticana, mas diante das circunstâncias da partida e do campeonato acho que a derrota trará muitos aprendizados que serão úteis para o restante do Campeonato.
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Há muito tempo não assistia a uma lambança tão grande, não desconsiderando a partida sem brilho do Galo. A matemática do jogo de que gosto é que a traduz os três pontos, sem me atentar muito a quantos escanteios, quantos amarelos, posse de bola e outras estatísticas mais, mas não posso deixar de notar quando meu time finaliza, com perigo, uma vez ao gol adversário. É muito pouco.
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Essa pouquidão acrescida de chuva resultou nessa lambança histórica. Toda a mixórdia começou com a furada do zagueiro do Galo no primeiro gol do Barueri, que fez com que a bola sobrasse para o jogador do time paulista finalizar de dentro da área atleticana. Na sequência, a tricotada do Aranha no recuo de bola arriscado, no domínio equivocado, na dividida com o atacante adversário, no bate-rebate, no palavrão da torcida, no gol do Barueri.
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Não satisfeito com a vitória atleticana no quesito circense, o zagueiro adversário comete um pênalti pirotécnico. Foi tão bem executado que não houve reclamação, palmas ou preces. Tardelli bateu e acrescentou mais um gol em sua conta.
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Em relação ao segundo pênalti, eu aplico minha teoria dos pênaltis. Em um lance de penalidade máxima, há três opções possíveis: foi pênalti, não foi pênalti ou é um lance ideal para o árbitro apitar (o tempo verbal não é ao acaso). Não tenho dúvidas que o lance de ontem que gerou o gol de empate do Galo está classificado no terceiro tipo, com a imprudência característica dos jogadores de marcação em lances dentro da área.
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No processo lambançal, o árbitro usou a teoria do pênalti em um lance fora da área. Falta. Menos um. A barreira não fez o papel dela. Mais um. Logo depois, mais um. Ao final, menos um. Ao recolhimento das cortinas, derrota de 4x2.
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Na derrota, nada de desespero. Após o calor do jogo, é bom rever os erros e ruminar as lições da Arena Barueri para que possamos acertar nas próximas partidas. Particularmente, prefiro as lambanças concentradas em uma partida só a várias lambanças pontuais ao longo do Campeonato.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

domingo, 21 de junho de 2009

sábado, 20 de junho de 2009

A borboleta preta

Para a bruxa do porta-retrato
No jardim sem flores, borboleteia a fragrância da memória.
O imortal escaravelho rutila os olhos de fogo.
A libido poliniza sonhos almiscarados.

Por que diabo não era ela azul?

sábado, 13 de junho de 2009

sexta-feira, 12 de junho de 2009

A morte e a morte de Quincas Boca-de-Urso

Hoje é seu aniversário. Alguns dirão que era...
Anda sumido, correndo de boca em boca que morreu...
Tolice. Sempre o vejo pela rua, sorriso largo, braços abertos:
"Cada qual cuide de seu enterro, impossível não há."

Filho de um palhaço e de uma bailarina
batizado em homenagem ao Amado Berro D'Água
alcunhado pela gula e pelo sono
sandália, boina, colete e cachecol
Cada qual cuide do nunca, impossível é que o há.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Açucena no jardim

Fole, fogo, fala, fé.
Na bigorna dos tempos,
o coração quente
malha
a palavra fria.

Fole, fogo, fala, fé.
No tique-taque desse martelo,
forja-se um casal,
cose-se uma pergunta,
cozinha-se uma resposta.

Fole, fogo, fala, fé.

E as cebolas?

Mar de vento

"Os livros não são feitos para acreditarmos neles, mas para serem submetidos a investigações. Diante de um livro não devemos nos pergun...