Carissimos fieis – Não posso ocultar as vivas emoções de minh’ alma no momento de subir a esta tribuna sagrada, para dirigir-vos, pela primeira vez, a minha modesta palavra. Foi com júbilo e desvanecimento que accedi a gentileza de um convite, para auxiliar na presente festividade, que vindes comemorando com tanto aparato, cheios de recolhimento e fervor: prelibei a ventura de poder testemunhar – de viso – o espírito profundamente religioso e edificante, com que sabeis desempenhar-vos dos compromissos religiosos, na rememoração dos mais profundos dogmas e impenetráveis mistérios da S. Igreja.
As palavras acima foram proferidas em 30 de maio de 1909, em Monte-Santo/MG, pelo Cônego Belchior Mendes de Cerqueira, abrindo o Sermão pela Festa de Pentecostes. Hoje, 100 anos depois, véspera do domingo de Pentecostes, as vivas emoções são vivas palavras.
A ele, Cônego Belchior, meu tio-avô, a quem eu chamo carinhosamente de "O descobridor", minha pequena homenagem.
Sed, quae stulta sunt mundi, elegit Deus, ut confundat sapientes, et infirma mundi elegit Deus, ut confundat fortia. (1 Cor 1:27)
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