domingo, 31 de julho de 2011

A década

Hoje, cheguei às últimas linhas de Walden, de Thoreau. Foi uma leitura longa, que nem de perto se compara aos dois anos de vivência no e de convivência do autor com o lago, mas a sensação do passar das estações é inequívoca.
Hoje, 10 anos do Caneteiro. É uma data importante para os Bucaneiros, porque nós somos o prolongamento de nossos parentes, que muitas vezes, erroneamente, são vistos como antepassados. Erroneamente porque os laços consaguíneos não passam, são presentes, metamorfoseados em nomes distintos, em ações idênticas.
Em 2001, "eu não quis pegar uma cabine de primeira classe sob o tombadilho, mas viajar de segunda, na frente do mastro e no convés do mundo, pois dali podia enxergar melhor o luar entre as montanhas. Não pretendo descer agora."
Em 2011, "o que mais temo é que minha expressão não seja extra-vagante o suficiente, que não possa vaguear muito além dos limites estreitos de minha experiência diária para se adequar à verdade da qual estou convencido."

Um comentário:

  1. Realmente somos prolongamentos de nossos parentes. Cometemos os mesmos erros e acertos. " Quem sai aos seus não degenera".

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