segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Vide, vida marvada

Agradecimento a Rolando Boldrim
Corre um boato aqui donde eu blogo
Que as frase que eu oro são mal ponteadas
Que na vera hestória do que foi
A prosa sempre foi santa e purificada

Diz que eu rumino desde menininho
Torto, esquisitinho, a ração da estrada
Vou mastigando o mundo e ruminando
E assim vou tocando essa vida marvada

É que a palavra fala alto no meu peito humano
E todo verso é um remédio pros meus desengano
É que a palavra fala alto no meu peito, mano
E toda a mágoa é um mistério fora desse plano

Prá todo aquele que só fala que eu não sei iscrevê
Chega no blog pruma visitinha
Que no verso e no reverso da vida inteirinha
Talvez entenda o meu canjerê
Talvez entenda o meu canjerê

Tem um ditado dito como certo
Que a caneta esperta não grafa por nada
E quem refuga o mundo resmungando
Passará berrando essa vida marvada

Cumpadi meu que inveieceu inventando
Diz que ruminando dá pra ser feliz
Por isso eu vagueio canetando
E assim suspirando minha flor-de-liz

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