sábado, 30 de maio de 2015

A mentira que me faltava

Recebi a bola, passei pelo primeiro, apliquei um rabo-de-vaca com a direita no segundo, o terceiro ficou para trás num elástico milimétrico de esquerda (com direito à canetinha) e, quando o último chegou, joguei na frente ganhando no corpo. O melhor é dizer "ganhei o corpo": meu joelho esquerdo encontrou a sola ambidestra do marcador e eu, o chão quente e corrosivo.
Queria que tivesse sido assim; como o destino não redigiu dessa maneira, eu mesmo o fiz.

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