a roupa a que chamamos casca é um vestido único de três zíperes que envolve a fálica fruta.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Sempre preto e branco
Em todas as lutas vence o mais forte, o que bate mais, o que se cansa menos. O cansaço é a principal causa de todas as derrotas. Quem aguenta um minuto mais que o parceiro está vencedor.
Monteiro Lobato
Somos alvinegros. Sempre. Nada mais atleticano do que o preto e branco, do que o barroco sentimento claro e escuro. Quando nos esquecemos dessa máxima e nos tornamos apenas brancos, ou apenas pretos, deixamos o espírito atleticano de lado: um corpo sem espírito é apenas um corpo.
Não somos o time que joga apenas com técnica, apenas com raça. Não nos define só a defesa, ou só o ataque; ou só a cadência, ou só a velocidade; ou só toque de bola, ou só bola rifada; ou só a tradição, ou só a inovação. Só, nada nos define, porque não somos sós, não estamos sós.
Na Arquibancada Atleticana, não há só homens, só mulheres, só crianças, só velhos, só ricos, só pobres, só escolados, só desescolados, só gênios, só tolos, só brancos ou só pretos. Todos estão lá, juntos, no maior movimento civil não organizado de Minas Gerais. Nós não choramos só nas derrotas, nem só rimos nas vitórias, nós choramos nas vitórias e rimos, enlouquecidos, nas derrotas.
Nós não somos o time do passado, tampouco o do futuro: nós somos o time do presente, seja ele doce ou amargo, principalmente porque, para muitos, melhor é o amargo do que o doce. Nós não perdemos de véspera (afinal, somos Galo, não peru), e também não ganhamos na posteridade: nossas lutas são durante os noventas minutos e mais o que o destino nos apresentar (prorrogação ou pênaltis).
Nós somos da Arena Independência e também do Mineirão. Nós somos de Minas, do mundo misturado de Rosa e do sentimento do mundo de Drummond. Por isso, nossos jogos são um mundo de emoções, um mundo de possibilidades, um mundo de aventuras (como tão bem gostam as crianças). Por isso, nossa torcida é um mundão de gente, é um mundo de tipos e de vozes, de cores, de cheiros, de olhos, de falas, de dentes e de crenças.
Misturados, pretos e brancos, brancos e pretos, podemos escrever mais uma página heroica em nossa história na próxima quarta-feira. Precisamos, para isso, da “bagunça organizada”, da vibração e da inspiração juntas, dos pés em campo e das mãos na arquibancada, do amor e do terror (não entendido como violência, mas como imposição de superioridade ao adversário), do ideal e do real, do jogo inequívoco de claros e escuros.
Não é o momento de desânimo, mas de credo, de fé, de batalha. Lutemos por esse sonho para que, ao término, possamos sonhar com essa luta.
domingo, 14 de julho de 2013
Alteridade
o que levaria uma pessoa a tatuar a área branca dos olhos e inserir um soco inglês de silicone sob a pele? o mesmo que levaria alguém a ler, em um jornal, numa manhã de domingo, essa peculiar atitude.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Tesouro
com quantas moedas falsas se constrói um tesouro?
em um mundo falso, toda moeda é um tesouro.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Quase lá
- Chegamos?
- Ainda não.
- Falta muito?
- Mais duas semanas.
- Semanas é medida de tempo, não de espaço.
- Para nós, agora, tempo e espaço são listras brancas e negras.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Eminência parda
Há pessoas a quem não deves dar a mão, mas apenas a pata: e desejo que tua pata tenha também garras.
Friedrich Nietzsche
domingo, 7 de julho de 2013
Óctogono
o amarelo não faz uma abelha, assim como a leveza do deslocamento não indica uma borboleta.
a derrota é fruto de uma minúscula que se leu maiúscula: ali não era Ali.
a derrota é fruto de uma minúscula que se leu maiúscula: ali não era Ali.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
1993
Em em 7 de abril 1993, o Newell's Old Boys venceu o São Paulo por 2x0 em casa, pelo jogo de ida das oitavas-de-final da Copa Libertadores. No jogo de volta, em 14 de abril, o São Paulo venceu por 4x0, eliminou o time argentino e arrancou para o título de campeão das Américas.
Em sete dias, uma nova história será contada, mas o roteiro não será tão novo. A camisa alvinegra que tremula, mas não teme, segue lutando no varal.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Mangue...
aquele que busca o caranguejo não percebe que está tão imerso quanto a caça e, cavando, grita: "- é por aqui! é por aqui!"
nesse caminho, crê que o homem veio da lama e à lama deve voltar.
terça-feira, 2 de julho de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Assinar:
Postagens (Atom)
Mar de vento
"Os livros não são feitos para acreditarmos neles, mas para serem submetidos a investigações. Diante de um livro não devemos nos pergun...
-
nasceu de um adjetivo batizada substantivo. quase três décadas... muito tempo para uma vida tão repetitiva. fez história e nos marcou ...
-
Para Lúcias a verdadeira aula de arte transcende o compêndio. é uma instalação.