sábado, 31 de dezembro de 2011

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Espontânea

há muito tempo não ouvia nada tão falso quanto "celebração espontânea".
meus ouvidos se contorciam de tanto rir

sábado, 17 de dezembro de 2011

domingo, 4 de dezembro de 2011

Sócrates

na Seleção dos meus sonhos,
a do Sarriá,
o Dr. vestirá eternamente a 8
pintando o gol de Dasaev.

sábado, 26 de novembro de 2011

Águas

a chuva que traz as festas de fim de ano já chegou
logo virão as poças
e com elas
o som inconfundível do Natal

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Vide, vida marvada

Agradecimento a Rolando Boldrim
Corre um boato aqui donde eu blogo
Que as frase que eu oro são mal ponteadas
Que na vera hestória do que foi
A prosa sempre foi santa e purificada

Diz que eu rumino desde menininho
Torto, esquisitinho, a ração da estrada
Vou mastigando o mundo e ruminando
E assim vou tocando essa vida marvada

É que a palavra fala alto no meu peito humano
E todo verso é um remédio pros meus desengano
É que a palavra fala alto no meu peito, mano
E toda a mágoa é um mistério fora desse plano

Prá todo aquele que só fala que eu não sei iscrevê
Chega no blog pruma visitinha
Que no verso e no reverso da vida inteirinha
Talvez entenda o meu canjerê
Talvez entenda o meu canjerê

Tem um ditado dito como certo
Que a caneta esperta não grafa por nada
E quem refuga o mundo resmungando
Passará berrando essa vida marvada

Cumpadi meu que inveieceu inventando
Diz que ruminando dá pra ser feliz
Por isso eu vagueio canetando
E assim suspirando minha flor-de-liz

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Questões do coração

 
"As pessoas que você mais ama, são as mais difíceis de manter por perto."

Pobre, vírgula! Separou o sujeito, antes o tivesse feito com oleitor.

domingo, 6 de novembro de 2011

Rafinha Bastos

Depois de toda a polêmica envolvendo a declaração do "humorista": artigos de revista, ações judiciais, críticas pelo gosto duvidoso do comentário, defesas pela liberdade de expressão, campanha para o ostracismo, fica uma pergunta: como está o "humorista" no Twitter? Perdeu seguidores, ganhou, ou o número se manteve? No momento, são 3.444.067 acompanhantes.
Talvez seja a hora de mudar o foco da discussão e pensar o papel que nossa sociedade faz nas redes sociais, e não o que as redes sociais fazem em nossa sociedade.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O gato sem sombra

Para as bruxas do dia

No muro de uma velha casa, uma gata branca solfeja numa noite enluarada. Sozinha, dá dó. Só dó. Nenhuma nota outra. De olhos fixos na lua, entoa sua triste canção e busca outra nota, que, por si mesma, nem sabe que existe.
Subitamente, tem sua atenção tomada por um vulto negro que se aproxima. Reconhece ela, silencioso e sorrateiro, um semelhante que, de tão espectral, parece flutuar pelo jardim. O gato negro acomoda-se ao lado dela e ouve a interrupção da melodia. A gata não quer mais dó.
O gato negro emite um sol, que espanta os ouvidos incautos da gata. Depois emite outra nota, mais uma, outra mais e mais outra. A gata está assustada. O gato diz:
- Que belas imagens compõe a lua.
A gata volta seus olhos para o chão. Seus pelos se eriçam, seu corpo se contorce e sua boca se resseca. O apavoramento é crescente: quer gritar, mas não há notas. Do alto do muro, a gata vê seu reflexo solitário no chão. Não há sombra de seu companheiro das trevas.
O negro gato estica a pata para tocar a gata, que tenta se afastar aterrorizada e se desequilibra do muro. O negro a socorre com o rabo, num movimento de chicote, e a recoloca no muro.
- O que assusta você não é sombra que você não vê, mas a sombra que acredita ser sua.
A gata vira-se para o chão e percebe a própria sombra, disforme e monstruosa, movimentando-se livremente. Um miado de horror rasga a noite.
- A sombra nunca mente - sussurou o gato antes desaparecer na escuridão.

Mar de vento

"Os livros não são feitos para acreditarmos neles, mas para serem submetidos a investigações. Diante de um livro não devemos nos pergun...