domingo, 18 de janeiro de 2009

Sentenário

Na última semana, um amigo da Netgalo lembrou que o torneio no Uruguai era a última oportunidade de título no Centenário, que se encerra em março. Pois bem, ficará o título para o segundo centenário...

No clássico de ontem, em Montevidéu, um jogo de muitos gols, de muitos passes errados e de velhas histórias que se repetem. Em 2008, perdemos um clássico, no apagar das luzes, com um gol de Ramirez, fruto de um rápido contra-ataque. Ontem, antes do terceiro gol, o lance se repetiu, porém sem o gol. Minutos depois, no terceiro gol, novamente em um rápido contra-ataque, o gol foi inevitável, sem que o Juninho pudesse fazer alguma coisa diante do arremate seco e preciso de Ramirez.

Além dessa história, tivemos os velhos cruzamentos que não chegam à área, da defesa que bate cabeça e de volantes que conversam bem e têm jogado pouco (para não dizer nada). Em contrapartida, boas apresentações de Tardelli, de Éder Luiz, de Tchô, pintando a equipe do segundo tempo com ares de mais titular ao longo da temporada.

Apesar da derrota, não há motivo para desespero. O ano está apenas começando e o trabalho do Leão deve render uma equipe competitiva para a temporada, principalmente se chegarem mais alguns reforços para o Clube.

Nesse torneio de verão, com dois clubes brasileiros e dois uruguaios, o Peñarol jogará mais vezes, porque ontem ele esteve em campo duas vezes e na quarta-feira próxima enfrentará a si mesmo. Não entendo de marketing, mas o Galo deveria atuar com o uniforme que lhe confere identidade, ótima chance de mostrar em terras estrangeiras a paixão em preto e branco. Atrair a simpatia de uma torcida estrangeira, pela semelhança do uniforme, não passa de um sonho de uma noite de verão, rivais históricos que são brasileiros e uruguaios dentro de campo. Quem acreditou nessa fábula, dirá, certamente, na quarta-feira, ao fim da peça: “Senhoras e cavalheiros, não vos mostreis zombeteiros; se me quiserdes perdoar, melhor coisa hei de vos dar.”

Jogar no exterior com um uniforme que não é o próprio, que não possui a magia e a paixão alvinegras, foi um erro, o mesmo que pautou a política do centenário, o mesmo que vicia o título deste texto.

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