sábado, 27 de março de 2010

A morte

Uma curva.
Com poucos passos, surge um urubu. Introspectivo, coça o peito com o bico. Não me vê.
Na sequência dos passos, surgem outros urubus. Conversam entre si, mudos.
Percebem minha presença, atraindo a atenção do primeiro e de outros que vão surgindo.
Nesse momento, há centenas deles. Todos me olham.
Sigo caminhando. Não paro.
Os primeiros passos de um deles desencadeiam o caminhar dos demais.
Líder, membro ou presa? A morte não é pródiga em certezas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Mar de vento

"Os livros não são feitos para acreditarmos neles, mas para serem submetidos a investigações. Diante de um livro não devemos nos pergun...