terça-feira, 2 de março de 2010

Capítulo I

Mais um dia de chuva.
As ruas enlameadas dificultam o vaivém das carroças, mulas desapressadas cortam o barro úmido, enquanto cavaleiros se equilibram em cavalos equilibristas. A manhã de março não traz o cotidiano à rua, e São Bento do Tamanduá dorme ao revés de galos que espantam a neblina.
Na casa do Major, o assoalho de madeira degusta passadas rápidas em um movimento freneticamente mudo. Henriqueta, no quarto, com o auxílio de Sinhá Rita, inicia as contrações que trarão ao mundo mais um rebento. O Major, ansioso, enumera os cigarros um atrás do outro, com tragadas longas e baforadas rápidas, enquanto espera o médico.
[...]

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