quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Palavras

Agradecimento a Martinho da Vila
Para Luiz Mendes, o Ilimitado
Já tive palavras
De todas as cores
De várias idades
De muitos amores
Algumas até
Certo tempo grafei
Prá outras apenas
Pouco rascunhei...

Já tive palavras
Do tipo cingida
Do tipo versada
Do tipo mentida
Casada carente
Solteira feliz
Já tive donzela
E até meretriz...

Palavras cabeça
E desequilibradas
Palavras confusas
De guerra e de paz
Mas nenhuma delas
Me fez tão sutil
Como você me faz...

Procurei
Em todas as palavras
A felicidade
Mas eu não encontrei
E fiquei na vontade
Fui rabiscando bem
Mas tudo teve um fim...

Você é
A flor da minha vida
A minha verdade
Você não tem limite
É voracidade
É tudo o que um dia
Eu sonhei prá mim...

4 comentários:

  1. Você anda impossível (como dizemos lá na roça), Humberto!

    Sempre há algo de bom para se ler aqui. Parabéns!

    Pena que minha canoa raramente "atraca" aqui, algo perdida em águas por vezes turbulentas, em arremedos de ondas da vida, ainda sem leme firme, sem paragem ou porto seguro... Onde os encontrar? Acaso existem? ;-)

    Abraço.

    José.

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  2. Nosso Lulu Mendes foi realmente uma figura extrema. Você não acha que por isso ele se tornou essa "lenda"? "... e um bebâdo trajando luto, me lembrou Carlitos..."

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  3. José, obrigado por atracar por aqui. Entendo essas águas turbulentas: são os sais e os ais de nosso cotidiano.

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  4. O Lulu simplesmente resolveu fazer o que achava certo (ou o que achava errado) e nada mais. Por isso, sintetiza tão bem o sobrenome que carrega consigo. Essa é a lenda.

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