Ontem, num shopping, ocorreu um desfile de modelos. A magreza das candidatas daria ao observador menos atento a certeza de se tratar de um concurso de desnutrição, ou, quem sabe, de uma disputa geométrica, em que a reta fosse o grau máximo de perfeição.
Súbito, ouço o Nélson comentar assustadíssimo:
- Somos o país do carnaval, e não há uma cuíca, um pandeiro, uma zabumba que nos represente naquela passarela. Querem matar nossa bateria! Essas não são mulheres brasileiras. São antibrasileiras.
- São outros tempos, Nélson. Agora, quem dá as cartas são os tablets.
- Toda tecnologia é burra.
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