Um filtro redundantemente filtra.
Nasceu para filtrar, filtra e assim permanecerá até que a filtragem pare (ou
seja parada). Não é jogo de palavras: é apenas um fenômeno físico, embora
muitas vezes seja pensado como fenômeno químico.
O fenômeno físico, em breve
explanação, é aquele em que não há formação de novas substâncias, enquanto
fenômeno químico é aquele em que ocorre a formação de novas substâncias. Desse
modo, o filtro separará as substâncias, mas não criará nenhuma nova. Não é da
natureza do filtro criar, pois, se assim o fosse, certamente não levaria esse
nome.
O filtro de água, por exemplo, tende a separar as impurezas presentes na água, a fim de que essa se torne consumível (nem tudo consumível é potável). Em um mundo de falsas obviedades, não se pode desconsiderar que só haverá água filtrada se for inserida água, uma vez que a inserção de qualquer outro líquido compromete o processo de filtragem.
Nesse ponto, surge um problema, pois existem inúmeros líquidos que se parecem com água, possuem características semelhantes, fluidez, textura, cheiro (ou ausência dele), cor (ou ausência dela) e até utilidade similar, mas não podem ser intitulados como água. Se algum desses líquidos for colocado nesse filtro de água, em um mundo de falsas similitudes, o filtrado será bem parecido com água e apenas parecido se manterá.
O filtro de água, por exemplo, tende a separar as impurezas presentes na água, a fim de que essa se torne consumível (nem tudo consumível é potável). Em um mundo de falsas obviedades, não se pode desconsiderar que só haverá água filtrada se for inserida água, uma vez que a inserção de qualquer outro líquido compromete o processo de filtragem.
Nesse ponto, surge um problema, pois existem inúmeros líquidos que se parecem com água, possuem características semelhantes, fluidez, textura, cheiro (ou ausência dele), cor (ou ausência dela) e até utilidade similar, mas não podem ser intitulados como água. Se algum desses líquidos for colocado nesse filtro de água, em um mundo de falsas similitudes, o filtrado será bem parecido com água e apenas parecido se manterá.
Em um mundo de falsas singularidades, muitas são as águas, poucas as escolhidas. Existem variedades múltiplas, e o que garante o sucesso do filtro é que a água certa esteja no local certo. Água destilada, água oxigenada, água de batata, água de colônia, água-viva, água de chuva, água salgada, água doce e água-que-passarinho-não-bebe são águas(?), muitas delas apenas com parentesco linguístico. Desse modo, para que a água processada pelo filtro seja potável (a potabilidade não é para todos), é preciso que a água colocada tenha um mínimo de qualidade. Não nos esqueçamos de que as águas que fluem pelas nossas torneiras recebem tratamento antes de chegar a nossas casas: passam por desinfecção, fluoretação, correção de Ph e filtração, entre outros processos.
Após essa análise, é hora de o
filtro trabalhar. Novamente surge uma questão física: o índice e a velocidade
de filtragem. Quanto maior o filtro, maior a capacidade de filtragem diriam os
mais afoitos, mas a filtragem não é absoluta. Abre-se, aqui, um questionário:
qual o tamanho do filtro? Qual o volume de água a ser filtrado? Quais as
condições da água (é água mesmo ou um produto similar?)? Qual a urgência do
filtrado?
O filtro de água fará seu
trabalho enquanto não atingir a saturação, pois, a partir desse momento, sua
essência está comprometida. O índice de saturação, que é a razão entre a
qualidade e a quantidade do que entra e a expectativa de uso daquilo que sai (o
filtrado), explica e revela, substancialmente, a qualidade (ou falta dela) do
produto final.
Se a água pós-filtro não estiver filtrada, o que se faz? É hora de avaliar as variáveis: a água é boa? Tem qualidade? Tem tratamento prévio? Segue um caminho seguro da origem até o filtro? Se a resposta é sim, avalia-se o filtro: é bom? Tem qualidade? Suporta o fluxo de filtração? Tem índice de saturação confortável, está próximo do limite ou já passou dele? Recebe manutenção preventiva? Se a resposta é sim, então ou o consumidor não conhece a água que bebe, ou há um processo de contaminação, ou a expectativa de uso compromete todo o processo.
Em um mundo gestado para ser estratégico, em que pululam bocas secas e hálitos aquosos, ter uma água boa pode ser um exemplo de eficácia. Em um mundo tocado por falsas, farsas e valsas, entender o filtro será eficiência.
Se a água pós-filtro não estiver filtrada, o que se faz? É hora de avaliar as variáveis: a água é boa? Tem qualidade? Tem tratamento prévio? Segue um caminho seguro da origem até o filtro? Se a resposta é sim, avalia-se o filtro: é bom? Tem qualidade? Suporta o fluxo de filtração? Tem índice de saturação confortável, está próximo do limite ou já passou dele? Recebe manutenção preventiva? Se a resposta é sim, então ou o consumidor não conhece a água que bebe, ou há um processo de contaminação, ou a expectativa de uso compromete todo o processo.
Em um mundo gestado para ser estratégico, em que pululam bocas secas e hálitos aquosos, ter uma água boa pode ser um exemplo de eficácia. Em um mundo tocado por falsas, farsas e valsas, entender o filtro será eficiência.
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