Já fizemos mais com muito menos.
Com o passar das rodadas, fica evidente que o atual elenco do Galo é o melhor dos últimos 10 ou 15 anos. Alguns lembrarão do elenco de 2013, campeão da Libertadores, sem dúvida muito bom, mas numericamente inferior ao atual. Naquele time, havia um banco com Alecsandro, Luan, Guilherme, uma ótima opção de volante (tínhamos 2 vagas para Pierre, Leandro Donizete e Josué, este último, aliás, o melhor em campo na final diante do Olympia), mais um ou dois esquecidos agora, mas não mais do que isso.
Neste ano, é diferente. Temos muitos. Se não todos ótimos, muitos coadjuvantes de bastante qualidade. Não à toa, o Galo é citado aos quatros cantos da imprensa como o melhor elenco do Brasil, o que, contudo, não tem sido suficiente para garantir os resultados que a Arquibancada Atleticana aguarda e se acostumou a colher.
Jogamos o primeiro semestre fora com a escolha estapafúrdia do Aguirre: escolhas dele e escolha por ele. Foi embora, não deixou saudade, mas também não levou a raiva disseminada na torcida.
O segundo semestre está na corda bamba. O time tem "jogado" apenas um tempo em cada jogo, algumas peças estão fora de sintonia e outras, sinceramente, agradeçam aos céus por estarem no Galo, pois não têm bola para isso.
É hora do treinador ser mais ativo e aproveitar esse estoque excepcional que tem em mãos e fazer o time jogar os dois tempos, extrair o que cada um tem de melhor e costurar tudo isso em um jogo coletivo. Incutir nos jogadores que todos os jogos são importantes e que eles devem buscar o máximo em todos os jogos, seja no tapete do Independência, seja no pasto do campo do Botafogo.
De outro lado, dentro das quatro linhas, é cada jogador enxergar o jogo e fazer o que precisa ser feito, mesmo que seja contrário às orientações do treinador. Se as orientações foram boas, mas não estão funcionando, mudem. Busquem outros caminhos, inventem, discordem, distorçam, briguem, mas vençam!
Não joguemos fora o segundo semestre, pois um ano, na vida de um Atleticano, é uma era.
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