quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Não acredito

Fonte: https://goo.gl/KyqzZM

Não acredito mais no sistema não tático do treinador, que, por sinal, se parece muito com os velhos tempos da Boca do Túnel: a guerra de todos contra todos. Todos correm (errado), todos marcam (errado), todos atacam (errado), e a bola, coitada, sofre na pele o que a torcida sofre nos olhos.
Não acredito mais na fornecedora de material esportivo, não quero saber agora de um estádio próprio, não acredito no programa de sócio-torcedor que privilegia um grupo reduzido e que, quando a situação se complica, conclama os milhares de torcedores a ajudarem o time.
Não acredito mais (também, já estamos no final de novembro) que o time vai melhorar, que ainda não houve tempo para os devidos treinamentos, que o "encaixe" virá, que todos estão motivados e que, no próximo jogo, "o time vai dar a volta por cima". Enfim, não acredito na "mobilização" tão propalada pelo treinador.
A volta em que quero acreditar é na olímpica na Arena do Grêmio, na próxima quarta, fruto de uma reunião entre os jogadores e a definição de que eles assumirão, em campo, o comportamento necessário para a vitória.
Quero acreditar que o departamento médico dará boas notícias e que Luan e Otero estarão em campo. Acredito que é a hora de colocar o Léo Silva no banco e deixar que ele também oriente o time, que ele mantenha a postura de capitão e líder desse time. Não quero que ele entre em campo, pois sei que não tem condições físicas, mas que vista o uniforme e vá para o banco, se precisar tomar o lugar de outro jogador não fará mal algum, pois ter Cadu no banco e nada é redundância.
Acredito que os remanescentes do título da Libertadores - Vítor, Marcos Rocha, Léo Silva, Donizetti e Luan -, juntos às peças mais qualificadas do grupo - Robinho e Pratto, devem se reunir e montar o esquema e um grupo que possa ser chamado de "time". Deixem o M.O. falar o que quiser, mas resolvam entre si o que deverá ser feito. Desses 7 citados, 5 têm condição de jogo, e isso é praticamente a metade do time.  Na complementação, unam-se a Fábio Santos, Carioca e Otero e concluam com o Gabriel e o Erazzo (não há outro).
Acredito no passado recente, que me revela a derrota do Grêmio em casa para o Sport, no incrível e desejável placar de 3x0, assim como na derrota do Grêmio para o Atlético Paranaense, em casa, no jogo de volta desta mesma Copa do Brasil, por placar idêntico à vitória conquistada pelo time gaúcho fora de casa no primeiro jogo, panorama esse que levou a decisão para os pênaltis.
Acredito que precisamos de um treinador para o ano que vem, independentemente da alegria ou da tristeza da próxima quinta-feira, e de igual forma precisamos de uma Black Friday para esvaziar nossos estoques de moedas pequenas. Não adianta ter o bolso cheio de moedas pequenas e se achar rico, pois, quando se precisa delas, o valor é baixo, o peso é grande e o tilintar, enganoso.
Acredito que ainda não acabou e que "mais vale um pingo de sorte do que uma tonelada de sabedoria", como apregoa a filosofia florestina. Acredito que podemos ter uma história épica na quinta-feira, ainda que a semente da tragédia viceje. Nesse momento, a razão não nos explicará, nem nos salvará.

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