no início, tapas quentes, lágrimas frias.
na infância, veio a bigorna,
essa matrona trituradora de sonhos.
o ferreiro não conhece o malhado,
apenas o martelo, chamado de flauta.
nessa melodia não há agudos.
tudo é grave.
apanha no quente, apanha no frio,
incha no fogo, soluça no gelo,
fogogelo, gelofogo.
quando fogo e gelo não se distinguem,
nascem os monstros.
alguns de papel...
se fossem oitenta por cento nas almas,
os óxidos não pintariam meus dentes
e eu chamaria de primo o itabirano.
com esse sorriso,
ferroso,
feérico,
fero,
minha parenta é a calçada.
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