“Somos, cada vez mais, os defeitos que temos, não as qualidades.”
José Saramago
José Saramago
Este texto nasceu antes da leitura de “A viagem do elefante”, de José Saramago, mas posso dizer que a concepção se deu a partir desse livro, tendo-o indiscutivelmente como parente direto. Ao tomar conhecimento que um elefante havia partido de Portugal e chegado à Áustria, identifiquei meus últimos anos dissertativos a essa jornada elefantina. Como os trabalhos acadêmicos são, em geral, de leitura chata e hermética, resolvi produzir esta viagem para que minha dissertação, se fadada ao cemitério dos elefantes ou às prateleiras inexistentes, possa seguir viagem, ainda que sem destino.
Talvez não seja exagero dizer que todos os paquidermes têm a pretensão de agregarem “Salomão” ao nome de batismo. Salomão recebeu um presente divino inigualável: “Então você receberá sabedoria e conhecimento. Além disso, eu lhe dou também riqueza, fortuna e glória, como nenhum dos seus antecessores teve, nem seus sucessores terão.” (II Cr 3:12) Essas palavras de Javé confirmam a grandiosidade de Salomão e aguçam a pretensão dos paquidermes de todos os cantos do mundo.
Assim como na obra de Saramago, Salomão e Subhro chegam ao destino transformados, aquele em Solimão e este em Fritz. Assim como um homem não entra duas vezes em um mesmo rio, o caminhante que parte não é o mesmo que chega ao destino (considerando-se aqui que exista esse ponto de chegada). A jornada, o caminho, os companheiros, as amizades, os infortúnios e as perdas fazem com que esse viajante se metamorfoseie nesse processo, não raras vezes alguns se tornando um inseto monstruoso, precedidos ou não de sonhos intranqüilos.
Todos os anos dezenas de paquidermes partem em busca de títulos, das mais variadas áreas, dos menos variados temas, de linhas de pesquisa diversificadas e de conteúdos complexos, muitos incompreensíveis. O desejo da grande maioria é chegar ao término dessa jornada e ouvir um sonoro e uníssono “Salomão!”, confirmando a inteligência, a perspicácia e o talento que ele mesmo já sabia possuir desde o nascimento. Para esse paquiderme, essa audição tão esperada é o pleonasmo em seu grau máximo.
Daqueles que partem, talvez a grande maioria chegue ao destino. Alguns com maior mérito, outros com um pouco menos, doutros sem mérito nenhum e toutros com muita paráfrase e plágio. Muitos paquidermes, ao término, se esforçarão para esquecer os meios que os levaram aos fins, exaltando aos quatro ventos o título que os transformou naquele inseto já citado.
Expostas essas divagações iniciais e necessárias, relato agora o que de mais importante meus anos dissertativos produziram, além do texto que justifica a titulação. Inicialmente, a amizade e a companhia de minha cornaca, Júnia, que soube conduzir este paquiderme com calma durante o nevoeiro e com decisão nos últimos quilômetros de jornada.
Em seguida, a presença de pessoas que, cada uma a seu modo, contribuíram decisivamente para que essa viagem elefantina fosse concluída: Nelma e José (meus pais), Luiz (meu irmão), Norma (minha tia), Letícia (minha esposa), Prof. William Menezes, Profa. Andréa Cattermol, Profa. Sônia Magalhães, Eloísa Rodrigues, José Euríalo dos Reis e Sô Candelário. Com vocês, a jornada foi possível, mais divertida e mais humana.
Por fim, os conhecimentos ruminados e digeridos serão de grande valia para meu trabalho, seja ele convencional, seja bucaneiro. O Caneteiro se despede silenciosamente e abre espaço para novas canetas, novas espingardas, novos piratas.
Assim como na obra de Saramago, Salomão e Subhro chegam ao destino transformados, aquele em Solimão e este em Fritz. Assim como um homem não entra duas vezes em um mesmo rio, o caminhante que parte não é o mesmo que chega ao destino (considerando-se aqui que exista esse ponto de chegada). A jornada, o caminho, os companheiros, as amizades, os infortúnios e as perdas fazem com que esse viajante se metamorfoseie nesse processo, não raras vezes alguns se tornando um inseto monstruoso, precedidos ou não de sonhos intranqüilos.
Todos os anos dezenas de paquidermes partem em busca de títulos, das mais variadas áreas, dos menos variados temas, de linhas de pesquisa diversificadas e de conteúdos complexos, muitos incompreensíveis. O desejo da grande maioria é chegar ao término dessa jornada e ouvir um sonoro e uníssono “Salomão!”, confirmando a inteligência, a perspicácia e o talento que ele mesmo já sabia possuir desde o nascimento. Para esse paquiderme, essa audição tão esperada é o pleonasmo em seu grau máximo.
Daqueles que partem, talvez a grande maioria chegue ao destino. Alguns com maior mérito, outros com um pouco menos, doutros sem mérito nenhum e toutros com muita paráfrase e plágio. Muitos paquidermes, ao término, se esforçarão para esquecer os meios que os levaram aos fins, exaltando aos quatro ventos o título que os transformou naquele inseto já citado.
Expostas essas divagações iniciais e necessárias, relato agora o que de mais importante meus anos dissertativos produziram, além do texto que justifica a titulação. Inicialmente, a amizade e a companhia de minha cornaca, Júnia, que soube conduzir este paquiderme com calma durante o nevoeiro e com decisão nos últimos quilômetros de jornada.
Em seguida, a presença de pessoas que, cada uma a seu modo, contribuíram decisivamente para que essa viagem elefantina fosse concluída: Nelma e José (meus pais), Luiz (meu irmão), Norma (minha tia), Letícia (minha esposa), Prof. William Menezes, Profa. Andréa Cattermol, Profa. Sônia Magalhães, Eloísa Rodrigues, José Euríalo dos Reis e Sô Candelário. Com vocês, a jornada foi possível, mais divertida e mais humana.
Por fim, os conhecimentos ruminados e digeridos serão de grande valia para meu trabalho, seja ele convencional, seja bucaneiro. O Caneteiro se despede silenciosamente e abre espaço para novas canetas, novas espingardas, novos piratas.
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