domingo, 22 de dezembro de 2013

Gosto amargo

Há três anos, o ano se encerra com um gosto amargo na boca da Arquibancada Atleticana. Não que esse fato seja indicativo de um ano lamentável (ao contrário, bastante louvável), mas o sentimento de que o "bolo merecia uma cereja" é nítido.
Em 2011, depois de sofrido Campeonato Brasileiro, distância da torcida na Arena do Jacaré e de salvação da zona do rebaixamento na penúltima rodada, a possibilidade de rebaixar um adversário seria um alento para o torcedor. Não conseguiu o feito e ainda viu creditada uma goleada elástica na história alvinegra.
Em 2012, um título Mineiro invicto, um Campeonato Brasileiro empolgante, a contratação de Ronaldinho Gaúcho e a divulgação da marca Atlético em níveis astronômicos. Desse conjunto, o melhor futebol do país e a possibilidade do título nacional juntos. Contusões seguidas, um elenco pequeno numericamente e jogadas indecorosas extracampo permitiram o vice-campeonato, repetindo o sabor travoso do ano seguinte.
Em 2013, um ano mágico. Um elenco reforçado, amplo, experiente e uma infraestrutura completa permitiram conquistar o bicampeonato Mineiro e levantar o título da Libertadores, uma epopeia heroica, única e histórica.
A América do Galo. Faltava o Mundo. O Mundial da FIFA no Marrocos era a conclusão que este mítico ano merecia, que a torcida merecia, mas que o time não mereceu. O terceiro lugar é uma posição honrosa, que só quem é competidor entende, mas não é cereja.
Uma era se encerra no fim deste ano, com a saída do treinador e, certamente, uma reestruturação substancial do elenco; outra era se iniciará com os primeiros fogos do ano novo. Que 2014, ano da Copa do Mundo do Brasil, seja um ano mais doce, tão relevante quanto os dois anteriores e que abra 2015 completo, com sorriso largo e o inconfundível sabor da vitória nos lábios.
 

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