quinta-feira, 16 de março de 2017

Previdência

Hoje é dia de questionarmos, de forma mais efetiva, a reforma da Previdência Pública. Parece consenso que é preciso reformar, mas  não e longe do modo como o governo quer fazê-la.

Precisamos de mais condições de saúde pessoal e financeira na terceira idade, momento em que encontraremos a aposentadoria. O governo não pode querer empurrar no povo brasileiro uma jornada tão longa de trabalho e contribuição, porque, a partir de certa idade, para um número considerável de profissões, a produtividade diminui também consideravelmente.

Além disso, há um dado que precisa ser considerado (ainda não encontrei uma pesquisa sobre o tema): o contingente de trabalhadores que não têm qualificação profissional, nem formação acadêmica e que, em geral, preenchem vagas "genéricas". Como esses trabalhadores se manterão em trabalho assalariado ou como se recolocarão no mercado em caso de demissão? Se estiverem em "meia-idade" então, essa pergunta se torna mais ácida.

Parece-me estranho (e até suspeito) que tantas mentes qualificadas defendam que a Previdência não é deficitária, mas mal gerida, enquanto o governo insiste em afirmar o contrário. É recorrente acompanhar, nos meios de comunicação, entrevistas com advogados especializados nessa área que defendem a boa saúde financeira da Previdência e apresentam dados que corroboram essa afirmativa. Essa oposição entre "deficitária" e "não deficitária" pode ser verificada com uma auditoria, porque, em primeira instância, essa é uma questão "matemática". Por que, então, não se viabiliza essa auditoria? Por que não realizar essa "acareação" entre dados e pontos de vista?

Que os políticos se lembrem de que nasceram brasileiros e, só depois de anos, se filiaram a partidos e se tornaram políticos. Logo, são brasileiros antes de serem políticos. Que pensem, dessa forma, primeiro no país antes de pensar em opções partidárias.

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