Essa é a Vênus, de Boticcelli, pintura renascentista que retrata a deusa latina do amor, Vênus. Não me pergunte por que os homens são de Marte e as mulheres são de Vênus, porque essas questões livrescas não me dizem respeito. Decidi que meu padrão de beleza é essa Vênus, com algumas customizações (é claro!), e percebi que esse padrão se adapta às brasileiras. Explico o porquê.
Antes, porém, as customizações. Inicialmente, está branca de mais, quase transparente, ofuscando meus olhos e agradando apenas aos japoneses. É preciso de uma cor, alguns dias de sol e muito protetor solar. Para combinar, é preciso escolher o biquíni certo, porque percebi que os quadris estão largos e os seios diminutos. Aconselho um conjunto com duas peças distintas, para destacar e contribuir com a alvura de sua pele bronzeada de sol. É necessário fazer as unhas (tons claros para começar) e acertar esse cabelo, que a deixa parecendo do sétimo dia. A cor do cabelo está bonita, multicultural como os dias atuais: vários tons loiros, mechas castanhas e a região das raízes mais escura, comprovando que a Vênus conhece o universo das tintas e afins.
Não vejo nenhum brinco, mas é acessório importante (não deveria nem se chamar acessório). Uma pulseira do Senhor do Bonfim, no braço esquerdo, cairá bem e trará bons eflúvios. No mais, será o estilo do dia a dia.
Customizada, é o padrão de beleza nacional, ainda que não seja inspirada nas nativas de nossa terra. Veja que possui uma barriga básica, uma espécie de sorriso que tem o umbigo por olho ciclope, que não impede cinturas-baixas tampouco baby looks. Possui coxas de bom tamanho e roliças, com canelas e pés que se harmonizam em um todo. Os ombros estão masculinizados, mas nada que não possa ser decorrente de uma posição inadequada quando desse click e de ser mudado com reeducação postural.

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