sexta-feira, 31 de maio de 2013

O desaprisionado

Dona Quiméria me disse, pelo telefone, hoje pela manhã:
- Meu fio, ontem não era dia de fiasco, nem de Riascos. Foi o dia do nosso São Vito. Ocê conhece o santo, meu fio?
- Não, Dona Quiméria.
- São Vito é o protetô dos prisioneiro, dos exilado. Por isso, na hora qui o Vito defendeu o penâlti, os locutor e a torcida do Galo soltaru o grito aprisionado, aquele qui quase morreu na hora que o juiz deu a falta. Aquele grito de Galo não podia ficá preso ontem, num era possível, nós num merecia. É qui nem a hitória do Santo: todo mundo achô qui ele tava morto, mas ele tava vivo, muito vivo, e bão qui nem um coco.
Prosseguiu ela:
- Intão, meu fio, agora qui nós liberamu o grito e abraçamu o Santo, pode tê certeza qui tem coisa boa vindo aí. Num disanima não! Guenta firme qui nós ainda tamo na rinha e só saímo dela em pé, livre.
 
 
Ramon Bitencourt/LANCE!Press
http://www.lancenet.com.br/atletico-mineiro/Seguiu-Horto-Victor-Atletico-MG-Libertadores_0_928707353.html

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