Estou cansada desta regra vigente em nossa sociedade que afirma a beleza como sinônimo de magreza, ou o contrário, não sei bem. Eu afirmo que é uma grande bobagem a gente querer seguir exemplos de Giseles e Von Espetos, deixando de lado que, em grande parte do tempo, essas modelos são vistas mudas, em silêncio. Limitam-se a caras e bocas e, quando muito, um “Oi”. Talvez elas não precisem dizer nada ou mesmo não tenham nada a dizer, mas eu tenho e cumpro meu dever de levantar uma voz contra essa tirania. Houve a revolução das Olívias e agora é chegada a hora da contrarrevolução das Olivas. Eu sou uma delas: meu nome é Bonifeta Divina da Anunciação, mas podem me chamar de Boni Gostosona.
Este manifesto é em prol dos milhares de mulheres brasileiras curvilíneas, daquelas que representam as mulheres de verdade, que pensam, que falam, que trabalham, que enfrentam cremes e depilações, que desejam perder alguns quilos, mas não se omitem diante de uma bela trufa ou musse, que não aceitam fantoches de laboratório como representantes de nossa beleza tropical. Não aos fantoches!
Afirmo que nosso padrão de beleza não é único, assim como não é única ou pura nossa carga genética. Em nossa árvore genealógica, encontraremos nossas mães da terra: tupis, guaranis, tamoios e caetés, além de nossas irmãs africanas e europeias, de corpos esculpidos e perfeitos apenas na arte romântica. Temos seios, temos cintura, temos bunda. Sim, bunda! Nós brasileiras temos bunda e podemos dizer isso com orgulho, porque a bunda redunda, abunda, inunda. Salve a bunda!
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