Na noite em que conversamos, não consegui dormir; pensava em meus fantasmas. Quantos, quais e como. Difícil dizer. Eles vinham, me olhavam e riam de mim; uma risada muda irritava meus ouvidos e não me deixava dormir. Não sabia o que fazer.
Levantei, caminhei até a janela e observei a rua. Ouvi vozes: era o silêncio que sussurrava baixinho. Ouvindo-o descobri. Cristiano havia deixado um presente para mim: a dúvida.
* Trecho de "Questão", publicado originalmente em 2002.
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