sábado, 30 de janeiro de 2016

A dúvida da questão

Na noite em que conversamos, não consegui dormir; pensava em meus fantasmas. Quantos, quais e como. Difícil dizer. Eles vinham, me olhavam e riam de mim; uma risada muda irritava meus ouvidos e não me deixava dormir. Não sabia o que fazer.

Levantei, caminhei até a janela e observei a rua. Ouvi vozes: era o silêncio que sussurrava baixinho. Ouvindo-o descobri. Cristiano havia deixado um presente para mim: a dúvida.

* Trecho de "Questão", publicado originalmente em 2002.

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