Para alguns néscios, a língua portuguesa é apenas
“aquilo” que nós, brasileiros, utilizamos para nos expressar. Os mesmos
(néscios) ainda consideram o estudo da língua como algo menor, como uma “falta
de opção” daqueles que se propõem a fazê-lo. Pois bem, esses idiotas me
irritam! Não só pela total ausência de conhecimento sobre o que são as Letras, como também pela arrogante
valorização de conteúdos próprios. Não se lembram que a expressão de suas
idéias se dará pela língua portuguesa.
Grande parte dos profissionais da área de Letras é
vista como gramáticas e dicionários ambulantes, uma espécie de programa de
computador de última geração que, ao ser questionado, dará uma resposta precisa
e definitiva em poucos segundos (as Letras
como Ciências Exatas). Como
“expoentes de alta tecnologia”, deveriam oferecer respostas a baixos preços ou
até mesmo de forma gratuita. Novamente a obtusidade: inovação tecnológica dá
muito trabalho e não costuma ser barata, além de requerer profissionais
qualificados.
Quem, da área de Letras, nunca foi indagado: é xuxu ou chuchu? com “x” ou “ch”? A maneira correta é cadê ou quede? O que quer
dizer capadócio? E comborço? Diante de tantas dúvidas,
pensei que poderia dar minha colaboração, fazendo uma breve demonstração,
passível do cotidiano, da utilização dos pronomes demonstrativos este e esse.
Começo pelas personagens: uma mulher, seu amante e o
marido “coroado”. A cena é a seguinte: o marido (lembre-se: o “coroado” é
sempre o último a saber!) chega em casa e a mulher está se despedindo do
amante. Comecemos de maneira evidente. Se o marido chegou em casa, viu a mulher
se despedindo de outro homem e esse já está longe, indagará:
– Quem é aquele
homem?
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