quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Demonstrativos - parte I

Para alguns néscios, a língua portuguesa é apenas “aquilo” que nós, brasileiros, utilizamos para nos expressar. Os mesmos (néscios) ainda consideram o estudo da língua como algo menor, como uma “falta de opção” daqueles que se propõem a fazê-lo. Pois bem, esses idiotas me irritam! Não só pela total ausência de conhecimento sobre o que são as Letras, como também pela arrogante valorização de conteúdos próprios. Não se lembram que a expressão de suas idéias se dará pela língua portuguesa.
Grande parte dos profissionais da área de Letras é vista como gramáticas e dicionários ambulantes, uma espécie de programa de computador de última geração que, ao ser questionado, dará uma resposta precisa e definitiva em poucos segundos (as Letras como Ciências Exatas). Como “expoentes de alta tecnologia”, deveriam oferecer respostas a baixos preços ou até mesmo de forma gratuita. Novamente a obtusidade: inovação tecnológica dá muito trabalho e não costuma ser barata, além de requerer profissionais qualificados.
Quem, da área de Letras, nunca foi indagado: é xuxu ou chuchu? com “x” ou “ch”? A maneira correta é cadê ou quede? O que quer dizer capadócio? E comborço? Diante de tantas dúvidas, pensei que poderia dar minha colaboração, fazendo uma breve demonstração, passível do cotidiano, da utilização dos pronomes demonstrativos este e esse.
Começo pelas personagens: uma mulher, seu amante e o marido “coroado”. A cena é a seguinte: o marido (lembre-se: o “coroado” é sempre o último a saber!) chega em casa e a mulher está se despedindo do amante. Comecemos de maneira evidente. Se o marido chegou em casa, viu a mulher se despedindo de outro homem e esse já está longe, indagará:
– Quem é aquele homem?

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