sábado, 20 de junho de 2020

Eu, Testosterona [parte 1]

Baseado em fatos quase reais

Numa manhã de sábado, numa chamada de celular com número não identificado:
– Alô!
– Alô! Bom dia.
– Bom dia.
– Você é revisor de textos, não é?
– Sim, sou.
– Quem me indicou você foi uma amiga minha que já trabalhou com você.
– Ah, que bom! Agradeço a atenção.
– Você também redige, né?
– Em que sentido você está dizendo?
– No sentido de escrever mesmo, de produzir textos.
– Sim, escrevo, mas nada profissional.
– Você tem um blog, né?
– Sim, tenho. Você conhece?
– Sim, gosto muito. Você escreve bem.
– Obrigado. Fico feliz que goste.
– Leio sempre.
– Que bom!
– Então, eu estava querendo a revisão de um texto.
– Que tipo de texto?
– É um texto grande, mas não está difícil de revisar.
– Que ótimo! Você é da área de Letras?
– Não, não. Por que você pergunta?
– Porque você já avaliou seu texto como fácil de revisar. Isso é coisa de gente da área ou de autor de livro.
– É isso! Sou autora de livro.
– Ah, que bom! Gosto de conversar com autores.
– Escrevo livros.
– Você ainda não me disse seu nome, autora. Qual seu nome?
– Desculpe. Não me apresentei, né? Anastásia.

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