domingo, 5 de junho de 2016

Divisão da queda

A queda do Givanildo, agora ex- treinador do América, será creditada metade à diretoria do Cruzeiro e metade à diretoria do Galo. O Cruzeiro, ao realizar uma economia porca na contratação do treinador, permitiu que o elenco não se transformasse em time, que a equipe fosse eliminada pelo América não chegando à final do Mineiro.
Quanto à metade do Galo, uma parte é da Diretoria por ter contratado, mantido e demorado a dispensar o Aguirre. A outra é do próprio Aguirre, por tantas invenções e insistências sem juízo e, principalmente, por ter perdido o título do Mineiro para o América: o elenco era superior, havia mais padrão tático e mais qualidade individual e, mesmo assim, o técnico não conseguiu vencer um acuado coelho no segundo tempo do jogo decisivo.
Aguirre não soube gastar e não soube poupar. Perdeu, foi embora e deixou a fatura dessa lambança para a Arquibancada Atleticana: um semestre perdido, duas eliminações para times inferiores e um departamento médico que mais parece um posto de saúde.
Por ter vencido Cruzeiro e Atlético, uma nuvem de esperança se formou sobre o América, mas não tardou a primeira brisa da Série A do Brasileiro mostrar que os dentes do coelho não estavam tão afiados quanto se pensava.

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