Agradecimento aos Paralamas
É essa velha hora tão sonhada
Nas noites de telas acesas
No clarear da madrugada
Só uma ribalta anunciando o fim
Sobre o mar, sobre a calçada
E nada mais me prende aqui
Dinheiro, grades ou palavras
Partir, andar, eis que chega
Não há como deter a alvorada
Pra dizer, Pilathos sobre a mesa
Pra se mandar, o pé na estrada
Tantas mentiras e no fim
Faltava só uma palavra
Faltava quase sempre um sim
E agora já não falta nada
Não me atingi
por um triz
com o que me faz infeliz.
Por tanto não querer,
não há raiz.
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