- Você falava, eu via seus lábios se movendo, mas não havia palavras em sua boca. Não havia som.
- É uma questão de tempo: minhas palavras eram passadas, e o nosso silêncio, presente.
- Como vou saber o que dizia? Ou melhor, como saber o que não dizia?
- Saiba que aquelas palavras me ressuscitaram e me trouxeram neste sonho. Ao acordar, elas permanecerão mudas, o sonho não voltará mais, e esta conversa será a prova de que sempre há palavras.
Sempre.
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